Dicas Para os Músicos

Posted: Dezembro 1, 2010 in Artigos, Contrabaixo, Dicas, guitarra
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by Jorge Pescara

Abaixo dicas e macetes importantes para todos os músicos, o original desta matéria veja  no site oficial de Jorge Pescara, músico baixista com talento reconhecido internacionalmente que escreve frequentemente diversos artigos e notícias para vários tipos de revistas de música como: Tok Pra Quem Toca, On e Off, Rock Brigade, Música áudio & Tecnologia, Backstage, TKT News e Cover Guitarra. Escreveu muitos livros, a maioria deles atualmente, em impressão.


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    D  I  C  A  S     P  A  R  A       E  S  T  U  D  O

    (Contrabaixo)

    1. Manter uma rotina diária de trabalho no instrumento que não exceda suas próprias capacidades físicas e/ou biológicas. Estudar todos os dias, mas com calma. Nunca deixar de viver.

    2. Os cabos de áudio são tão importantes quanto os instrumentos e o amplificador. De nada adianta aquele baixo American caríssimo, um amp Euro último tipo, um processador de efeitos Japan se todas estas preciosidades estiverem ligadas em cabos merreca-Paraguay. Procure obter cabos com plugs (P10) de qualidade para o instrumento e só use cabos paralelos (shielded) para as caixas acústicas.

    3. Uma sonoridade mais rica em graves poderá ser extraída posicionando a mão direita próxima à junção braço-corpo do instrumento. Nesta área a corda sofre menor tensão dos pontos de apoio (localizados nos extremos ponte/capotraste) excitando um menor número de harmônicos. Experimente tocar neste local.

    4. Quando estiver sem muita inspiração para estudar ou compor (ou mesmo sem paciência para olhar para o contrabaixo) e se estiver realmente cansado de música, desligue tudo. “Não” ouça seus Cds preferidos, ao contrário, leia um livro qualquer (ficção, filosofia, livros técnicos, religião, astronomia, ufologia, física, hobbye, etc…) valendo também passear (num parque, praia, lago, rio ou ver obras de arte). Verifique os benéficos resultados e conte-me via e-mail.

    5. Aí vai uma dica final de como adquirir segurança técnica nos estudos. Ligue o metrônomo em 60BPMs. Marque o tempo (desdobrado) com os pés batendo-os ao chão. Solfeje a dobra tempo/contratempo e toque semicolcheias. Uma outra possibilidade é transformar o solfejo e o exercício em tercina e Shuffle, respectivamente.

    6. Muitos músicos mal informados por vezes tomam atitudes impensadas tais como: “cortar o pino terra dos cabos de força com três pinos”. Evite tal coisa, pois os dispositivos eletrônicos importados vêm com cabos AC compostos por um vivo, um neutro, e um terra. Isto evita choques e imprevistos com descargas elétricas, portanto sempre é bom contar com isso. Na falta de uma tomada de três pinos (no local) para colocar o plug, use um adaptador que é muito mais barato do que você pensa (mantenha-o sempre no gig-bag do baixo). O plug de três pinos cabe em qualquer tomada de estúdio (se o estúdio não tiver tomadas deste tipo, desconfie!!). De qualquer modo, vale acreditar que algum dia nossas normas gerais de segurança, para as questões elétricas, irão se amoldar ao primeiro mundo e teremos tomadas de três pinos em todas as casas.

    7. Em hipótese alguma use o produto chamado WD-40 (que é na verdade um óleo composto para agir contra a ferrugem) em potenciômetros de qualquer dispositivo eletrônico. Controles de volume ou de tonalidade do seu baixo, da mesa de som, do amp ou controles dos processadores de efeito devem ser limpos com gás Freon (mas cuidado com a camada de ozônio) que é um líquido especial para estas finalidades, pois evapora rápido, enquanto o WD-40 deixa um resíduo oleoso que corrói o grafite dos potenciômetros (dando apenas a impressão de que estão limpos) inutilizando-os para sempre.

    8. Uma boa dica para as gigs do dia-a-dia é levar sempre uma pequena bolsa ou maleta contendo apetrechos que nos salvam dos dissabores da estrada. Este cinto de utilidades do Batman pode conter entre outras coisas: cabo(s) extra(s) para instrumento/caixas acústicas/efeitos, um (ou vários) adaptador(es) de tomadas três pinos/pino achatado/ pino redondo, uma extensão de rede elétrica, uma régua com várias tomadas, baterias 9v. novas (para efeitos e instrumentos ativos), chaves de regulagem de instrumento de várias medidas (fenda, philips, allem…), uma flanela limpa, cordas novas (set extra), fita adesiva (silver tape), papel e caneta piloto ponta grossa (para escrever cifras de última hora) e tudo o que sua imaginação e necessidade permitir… menos a pia da cozinha, é claro!!

    9. Todos temos o direito de não gostar disto ou daquilo e também de criticar o que não aprovamos. Daí a critica desarvoradamente e sem ter feito absolutamente nada de relevante em prol da música, não nos habilita a nada, nem a melhorar nosso alvo de críticas. Toda crítica tem a obrigação de ser construtiva e objetiva para não ser vazia. Temos que (por exemplo) ter passado pelo crivo de um estúdio de gravação e toda a pressão envolvida nos projetos (o ato de criar um groove, simples que seja, é muito mais complicado do que copiar…) para estarmos cientes das dificuldades antes de sair atirando em tudo e em todos. Ética profissional ! É bom usá-la!! Que todos meditem muito a respeito.

    10. Todo contrabaixista deveria estudar algum instrumento complementar de harmonia (violão, guitarra e principalmente piano/teclado, ou seja, instrumentos onde se possa montar acordes diversos). Temos de conhecer harmonia a fundo se quisermos ser coerentes com nossa função e o estudo de harmonia em um instrumento como estes supracitados abrem infindáveis possibilidades em qualquer estilo tocado.

    11. Observe atentamente a impedância da saída do amplificador (em forma de cabeçote, ou mesmo combo se você costuma usar a saída para caixa de extensão) com as caixas acústicas de forma a estarem casadas. Por exemplo se houverem duas saídas em linha com o máximo de 400w em 4ohm para as duas (saídas) somadas significa que: para se produzir à potência máxima (os 400 watts) o músico deverá ligar uma caixa de 4ohm ou duas de 8ohm (por que a soma de ohm divide a impedância por dois… ou qualquer explicação deste tipo). Neste mesmo exemplo nunca ligue duas caixas de 4ohm juntas, pois desta forma estaríamos com o total de 2ohm na saída o que poderia causar até a queima dos transistores de potência.

    12. Pesquise as técnicas de ajuste e manutenção de seus instrumentos com o luthier de sua confiança (as que forem possíveis de fazer, pois existem ajustes que só um luthier profissional poderá resolver). Eu mesmo fiz um curso completo de construção, ajuste e manutenção de contrabaixos elétricos somente para aprender estas coisas que já me salvaram de muitos transtornos na estrada (mudança de clima e temperatura das diversas regiões, estúdios congelados por ar condicionado mal regulado, umidade, etc.). Pequenos ajustes são fáceis de serem feitos com uma chave allem, uma Philips e uma Fenda(altura das cordas, ajuste de oitavas, tensor, altura dos pick ups, etc.). Não se esqueça de avisar seu luthier que nem sempre temos um deles (luthier!) à disposição e com tempo para resolver pequenos ajustes. Mesmo o porque, já aconteceu de viajar até o fim do mundo (sem nenhum luthier nos 400Km ao redor…) com show no mesmo dia e o baixo ficar mal regulado…

    13. Você que gosta de tirar xerox de métodos e livros didáticos, cópias K7 de Cd e discos de música instrumental, cópias VHS de vídeo aulas e ainda reclama muito da falta de material nacional para música instrumental, livros técnicos de contrabaixo (por exemplo) etc., saiba que grande parte da culpa pela falta destes materiais também é sua! Mas é claro meu caro amigo. Toda vez que você copia algum livro, o autor (que já tem pouco ou quase nenhum retorno financeiro da vendagem dos mesmos) não recebe direitos autorais, portanto, ninguém… Eu disse: ninguém, em sã consciência quer ter o trabalho de meses (ou anos) escrevendo, compondo ou criando um projeto para não ver nenhuma remuneração  financeira disso. Logo, ô espertinho, você não verá nenhum livro, nenhum Cd ou nenhuma vídeo aula nas prateleiras das lojas se não colocar as mãos na consciência!.. Pirataria não é só um crime, é também uma falta de respeito, uma burrice e acima de tudo reflete a ausência total de cultura de um povo. Molecada. Prá escola, JÁ!

    14.A humildade é prova inequívoca de cultura; o autodomínio a essência da disciplina; e a educação se transforma em recurso valioso apenas quando iluminado pelo caráter”.
    S. Balakrishna Joshi
    De todas as artes, a de educar é a mais espiritual, pois aplica-se às almas em via de evolução e condiciona o futuro da humanidade”.
    Pitágoras

    15. Evite carregar pesos extremos sozinho. Quando (por exemplo) tiver de carregar uma caixa acústica ou amplificador (que falta faz um Roadie, hein?..), chame alguém para auxilia-lo nesta empreitada. Com os joelhos dobrados e mantendo a coluna ereta erga vagarosamente o equipamento, dividindo o peso geral entre você e seu amigo (qualquer um que te ajude em uma hora como esta tem de ser seu amigo, oras bolas…). O uso de luvas protetoras nestas horas não deve ser considerado frescura, pois as bolhas d’água irão doer em suas próprias mãos meu caro. Se sua banda ainda não tem um Roadie um bom hábito é manter uma ajuda mútua entre os componentes, revezando-se na tarefa de ajudar a carregar (sempre em dupla) os equipamentos mais pesados (caixas, amplificadores, teclados, bateria, etc…), Ok? Então, mãos à obra! Vá buscar seu amplificador logo, que o show vai começar.

    16.Cultura, definido de forma simplista, pode ser o conjunto característico de atributos do comportamento humano. O termo cultura tem diversos sentidos, sobressaindo-se dois deles: um popular, entendendo-se a palavra como o atributo de pessoas com vasto conhecimento, com excepcional formação intelectual; e outro, sociológico onde a cultura é entendida como o comportamento social de grupo. São infindáveis os conceitos sobre cultura, sendo, provavelmente, o mais antigo aquele estabelecido no dicionário alemão deAdelung em 1793, quando a palavra Kultuar aparece significando enobrecimento, refinamento das forças espirituais do homem ou de um povo. O antropólogo inglês Burnett Tyler em 1871, produz uma obra intitulada Primitive Culture onde define cultura como complexo total de conhecimentos, crenças, artes, moral, leis, costumes e quaisquer outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade.
    Excerto da revista AMORC (Ordem Rosacruz) Cultural nº2 – 6ºBI 1999

    17. O ato de colocar discos (hoje Cd) na vitrola (hoje Cd Player) e estudar os grooves junto com a música, ainda é uma válida e preciosa ferramenta de aprendizagem. Muitos músicos fizeram (e ainda fazem) isto como forma de aprimoramento. Comece com linhas simples, tentando timbrar e groovear copiando a gravação. Após, tente suas variações extraindo os graves no controle de tonalidade do aparelho de som para que, desta forma, seu baixo passe a fazer parte do espectro sonoro. Transcreva as melodias e harmonia na partitura para poder analisar os resultados e melhorar seu conhecimento. Escolha discos de todos os estilos ligue seu aparelho, plug seu baixo e divirta-se.
    18. Preocupe-se com sua saúde nos momentos de estudo, também. Mantenha uma respiração profunda e ritmada, use uma cadeira com encosto para assentar bem a coluna (que deverá manter-se ereta), evite projetar os ombros para frente e nunca use força para tocar. Tudo isso parece muito científico para você? Não tem nada, não… A vida é assim mesmo. E, afinal, um pouco de cultura faz bem!

    19. Recentemente adquiri um pacote chamado Genesis Archive 1967-75 contendo 4 CDs e um livreto com 80 págs de fotos e comentários dos integrantes e produtores de uma das bandas mais mportantes do progressivo: Genesis. Estes CDs trazem gravações inéditas, demos e lados B dos discos da época de ouro do grupo quando Phil Collins limitava-se a tocar (arrasando, diga-se de passagem) o kit de bateria Gretsch e Peter Gabriel ainda estava nos vocais da banda (além de flauta e percussão). O ponto alto são 2 CDs com o show completíssimo do álbum THE LAMB LIES DOWN ON BROADWAY e suas 23 músicas… IMPERDÍVEL, IMPAGÁVEL, INCOMENSURÁVEL,INAFIANÇÁVEL


    20. Para quem curte o estilo segue uma lista dos baixistas que tocam (ou tocaram) música Pop em gravações memoráveis, para que os detratores do Pop coloquem as mãos na consciência (e os ouvidos no CD Player, o que cá entre nós, duvido que aconteça!) e percebam que existe boa música por trás dos rótulos (e a maioria vem da velha Inglaterra, é claro!). Note que vários destes músicos também ficaram famosos tocando jazz e fusion: James Jamerson (Motown records), Jaco Pastorius (Joni Mitchell), Pino Palladino (Paul Young), Lee Sklar (Phil Collins), Sting (The Police, Artista Solo), Paul McCartney (Beatles, Paul & Wings, Artista solo), Tony Levin (Peter Gabriel), Marcus Miller (Brian Ferry), Mark King (Level 42), Mark Egan (Arcadia), Nathan East (Phil Collins), Darryl Jones (Madona, Sting, Rolling Stones), John Paul Jones (Diamanda Galás), John Giblin (Simple Minds, Kate Bush), Justin Meldal-Johnson (Tori Amos), Carmine Rojas (David Bowie), John Taylor (Duran Duran, Power Station e artista Solo), Paul Denman (Sade), Mick Karn (Kate Bush, David Sylvian),além de Will Lee, Neil Stubenhaus, Anthony Jackson, Bill Laswell, Randy Jackson, Abraham Laboriel, Armand Sabal-Lecco, Fernando Saunders e tantos outros que prestaram seus serviços a vários artistas Pop.

    21. Ouça vários discos com  estilos diferentes, tente identificar os baixistas que usam efeitos no contrabaixo e quais são estes efeitos (ex. Delay, Chorus, Flanger, Phaser, Octave, Pitch, Distortion, Fuzz, etc.), pois isto será benéfico na construção e aquisição de sua própria voz no instrumento.

    22. Você já fez groove-jams? Não são jams sessions normais, não! Estou falando de jam entre você, baixista, e seu batera. Só os dois, treinando grooves. Play alongs e sequencers são legais, mas não são bateristas de verdade, aqueles que te acompanham em todas as gigs (com cachê ou sem) e até pedem para você ajudá-lo a carregar a mala das ferragens e o Bumbo (isto é que é amor!). Funk, Blues, Jazz, Rock, Afro, Latin, MPB, enfim… Vale até Polca e Tarantella. Crie grooves e escreva-os na partitura (a linha de bateria também). Acostume-se a usar a escrita musical, pois ela é sua mais valiosa ferramenta.

    23. Disciplina e educação na hora do soundcheck (passagem de som) evita problemas. Não seja o Flea na passagem de som se durante o show você só tocar Jazz… Durante o soudcheck não adianta tocar coisas que você não utilizará na hora do show. Toque frases e grooves das músicas que estão no repertório, pois é bem melhor para o técnico de som equalizar e equilibrar seus instrumentos desta forma, do que você metralhar centenas de notas e no show tocar Bossa Nova! Não toque dezenas de slap-notes exatamente na hora da passagem de som da bateria (vale o vice-versa)! Passagem de som é o sagrado momento de se ajustar todas as coisas em seus devidos lugares (entenda-se freqüências, equilíbrio entre instrumentos, equalizações, etc). Se ficarmos atormentando os ouvidos alheios (técnicos de som e os outros músicos) com as últimas aquisições fraseológicas do momento, estaremos atrapalhando o trabalho da equipe de som. Preste atenção como eles mesmos pedem o instrumento que querem equalizar, um de cada vez. Se pedirem contrabaixo, evite tocar guitarra (ou, evite que seu guitarrista ligue aquele bendito Fuzz para mostrar a todos seus licks velozes) na mesma hora do baixo. Quando pedirem caixa de bateria, por favor, toquem somente o instrumento pedido e só! Esperem sua vez educadamente. Nossos ouvidos agradecerão… E o público aplaudirá, eu garanto!

    24. Nunca desplug o baixo com o botão de volume do amplificador ligado, pois o ruído (bump!) destruirá a bobina e o cone dos alto-falantes. Antes de desplugar/desconectar cabos de instrumentos lembre-se de abaixar (zerar) o nível de volume (alguns amps contam com a função bypass) do seu amplificador (se você não é o dono do amp, esta dica vira uma LEI) para otimizar o tempo de vida útil de seus alto-falantes. Se o instrumento estiver ligado em uma via de D.I. para o P.A. lembre-se de avisar ao técnico de som para cortar o volume no canal da mesa, também. Se estiver gravando e necessitar desplugar o instrumento, avise ao técnico para apertar o famoso botão mute e seu baixo ficará mudinho, mudinho sem danificar as NS-10 (ou Monitor 1 se preferirem) ao ser desplugado.

    25. Retire as baterias de 9v. dos instrumentos musicais e/ou pedais de efeitos quando o mesmo não for utilizado por um período superior a um mês. Sem uso as baterias costumam descarregar (algumas vezes vazando ácido para dentro do compartimento) causando alguns prejuízos. Se seu instrumento tiver captadores ou circuito preamp ativo desplug o cabo assim que acabar de tocar (o mesmo para pedais de efeitos).

     

  • Comentários
    1. Olá amigo…gostaria de parabenizá-lo e agradecer pelas valiosas dicas e técnicas que encontrei aqui no seu blog.

      Deus ilumine mais ainda os seus passos!

      Denis Wilson / Capim Grosso – Bahia

    2. Parabéns pela matéria!
      Parabéns pelo site.
      Sou “músico” desde os 12, quando fiz aula de piano/teclado, estudando a teoria musical.
      Hoje toco violão mas me considero um amante da música pura e simplesmente e sempre que visito este site me sinto acrescido de conhecimento.
      Grande abraço a todos
      Matheus Peres – pelotas /RS

    3. Adm diz:

      Obrigado! abçs.

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